Dependência Emocional

A dependência emocional é a percepção que o indivíduo tem de não conseguir lidar consigo e com a vida de forma adequada sem a presença ou o auxílio de outra pessoa. Como se sente à mercê dos cuidados de alguém, que geralmente é uma pessoa próxima, familiar, cônjuge, namorada, etc, se submete a decisões, atitudes ou até abusos e humilhações,  pelo medo de romper o vínculo com quem consegue fazê-lo "funcionar" adequadamente como indivíduo. São pessoas que não tomam decisões facilmente, mesmo as decisões mais simples, sem se assegurarem de conselhos e aprovação.  Não agem com independência e podem não se tornar competentes ou não ter sucesso em suas atividades, pelo medo que têm da pessoa da qual dependem perceber que podem atuar sozinhos no mundo, rompendo assim o vínculo que existe.  

Quando o vínculo se rompe o dependente busca desesperadamente qualquer outro relacionamento que lhe forneça o  cuidado de que necessita, ficando em segundo plano o afeto que normalmente une as pessoas, podendo estabelecer assim, relacionamentos desequilibrados ou distorcidos.

Existem relatos  que indicam  que geralmente esse desequilíbrio surge após os 20 anos de idade e  é considerado por algumas áreas do conhecimento, como um transtorno de personalidade.


Dependência Química

Caracteriza-se por um estado crônico e de possíveis recorrências na ingestão de algumas substâncias que não são necessárias a manutenção da vida e que modificam a função biológica do indivíduo resultando em alterações fisiológicas ou de comportamento. 

São vários os aspectos que podem  ser considerados num quadro de dependência química, que vão desde características de personalidade (transtornos), passando por características químico/cerebrais e chegando até aos aspectos sociais. Muito já se avançou mas, a verdade é que ainda se estuda os fatores que causam a dependência e suas possíveis correlações.

É sabido porém, que a dependência tem níveis de gravidade que começam pela compulsão ou perda do controle no desejo de consumir uma substância; conforme vai sendo ingerida, há uma necessidade cada vez maior de ingestão para que se obtenha o mesmo efeito. 

Quando, na ausência de ingestão, aparecem sintomas de desconforto psíquico e físico, está caracterizada a síndrome de abstinência, e assim o dependente dá continuidade ao consumo para não sofrer a ação destes sintomas. Passa então a valorizar mais a substância da qual é dependente do que outros importantes aspectos da vida. 


Co-dependência

Se há um dependente há também um co-dependente, sejam os familiares do dependente químico ou a pessoa responsável pela manutenção da "nutrição" do dependente emocional.

O co-dependente geralmente se caracteriza por ser uma pessoa permissiva por não fazer restrições firmes para que o dependente pare de  ingerir certas substâncias ou por negar sua dependência. Da mesma forma o co-dependente emocional que não estimula ou ajuda o dependente a andar pelas próprias pernas. 

O co-dependente pode se caracterizar também por criar desculpas para justificar recaídas ou para continuar praticando este comportamento, que reconhece como "cuidar dos outros". Sente que isso o faz responsável pela união da família já que pode se tornar uma pessoa supervalorizada por "agüentar" toda esta situação. Torna-se vítima de um estilo de vida, chamando a atenção sobre si. 

Sejam quais forem as característica, essas pessoas se colocam mais a disposição do outro e seus problemas, negando suas próprias necessidades ou as colocando em segundo plano, porque pensam estar ajudando esse alguém. Raramente percebem que são co-dependentes.

Comportamento e Enfermidades

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