Astrologia Clínica
Astrologia Clínica ou Humanista surgiu por volta de 1930 por Dane Rudhyar que aliou conhecimentos teosóficos voltados para a astrologia, juntamente com os conceitos da psicologia de Carl G. Jung.
Essa abordagem da Astrologia rompeu com o paradigma na época que entendia a astrologia como determinista restando apenas o
conformismo diante do céu que cada um nasceu.
Na direção oposta, Dane entendeu a astrologia como uma
linguagem simbólica centrada no indivíduo, pautada nos
fatores astrológicos relacionados a individualidade e
potencialidade de crescimento individual, na busca pela
transformação.
“O princípio central é que todo o indivíduo tem o direito
de se levantar, construir e se abrir à vida em torno dele.”
Dane Rudhyar
Dentro do processo da terapia o mapa astrológico natal é estudado em conjunto com o cliente no auxílio da identificação de potencialidades ou características. Esse estudo normalmente ajuda a acelerar o processo de auto-conhecimento e traz a possibilidade de perceber com mais clareza a dinâmica interna do indivíduo.
Grande parte dos profissionais entende a astrologia como uma linguagem simbólica.
Os símbolos, glifos e signos que encontramos na astrologia traduzem uma analogia entre suas características e sua situação no mapa astrológico, com a dinâmica interna dos indivíduos.
Cada símbolo astrológico reúne em si muitos significados históricos, mitológicos e arquetípicos que fazem a correspondência desses significados e suas possíveis manifestações na personalidade individual. Correspondem e não influenciam como entendem algumas vertentes da Astrologia.
A influência tem relação com poder e preponderância sobre o outro.
A correspondência tem relação com estar apropriado e adequado ao outro.
Essa pequena diferença linguística traduz e coloca um abismo entre essas duas formas de lidar com a astrologia: as influências deterministas e fatalistas de uma astrologia medieval e a astrologia contemporânea que cada vez mais nos motiva à consciência, a apropriação e a responsabilidade por nós mesmos.