Medo
O medo, apesar de não ser agradável, é um sentimento muito importante porque ele tem função útil. Ele é necessário para a manutenção da vida no que diz respeito a prudência, a compreensão do que nos amedronta e a possibilidade de superação quando nos desafiamos e nos tornamos mais conscientes do que somos.  Assim, ele ajuda o nosso desenvolvimento emocional nos dando oportunidades de enfrentar situações e termos noção das nossas capacidades e limites. Mas a sua utilidade só se estabelece a partir da possibilidade de superação. Do contrário ele será apenas um limitador.
O medo é  uma emoção caracterizada por um impulso de dor ou agitação produzido pela perspectiva de um mal iminente, real ou imaginário,  desencadeando sensações de ameaça, perigo, desproteção, dor ou morte.
 
 
O grande desafio que o medo proporciona é a sensação de que não conseguiremos enfrentar aquilo que nos provoca medo, é como se estivéssemos vulneráveis ao acontecimento e fôssemos sucumbir ao evento, mesmo que o objeto do medo seja banal se percebido através da racionalidade. Nesse sentido, alguns casos podem chegar a fobias.
Existem alguns passos simples e úteis para lidar com o medo e que podem ser de alguma ajuda:
O principal é aceitar que temos medo e que é um sentimento real;
Conhecer o melhor possível aquilo que provoca o medo;
Ao tentar enfrentá-lo, dê pequenos passos em direção a ele e recue, até que esse passo não o amedronte mais. Quando chegar nesse estágio, avance um pouco mais e assim sucessivamente. As grandes transformações internas são feitas por pequenas ações continuadas.
Se nesse processo você tiver muita ansiedade, ou nervosismo, pare e tente relaxar até se sentir preparado novamente; nem que seja preciso sair de perto por algum tempo daquilo que lhe provoca medo.
Não tente controlá-lo, lide com ele. Perceba as suas reações e os órgãos do seu corpo que são atingidos (coração acelerado, frio no estômago, etc). As sensações que o medo nos traz estão "dizendo" algo sobre nós mesmos; vamos tentar entender a mensagem.
E o principal: se respeite, respeite os seus limites.
Se não conseguir sozinho, não se preocupe. Procure ajuda de algum terapeuta nas diversas especialidades que existem hoje.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Comportamento e Enfermidades