Apesar de todas as necessidades básicas de subsistência, segurança, sermos aceitos, estimados e pertencermos a grupos, existe uma necessidade inerente a natureza humana que é a de realização. Não importa qual idade ou situação se encontre uma pessoa, dentro dessa realidade ela sempre procura realizar o seu potencial.
O autoconceito, aquilo que pensamos de nós, frequentemente está acima do que a realidade nos mostra. Tanto que muitas pessoas bem sucedidas e respeitadas se consideram, no íntimo, fracassadas e não realizadas. Como as pessoas têm necessidade de combinar a sua auto-imagem a realidade externa, muitas acabam adotando posturas que contribuem para a auto-sabotagem, quando sentem-se fracassadas como indivíduos mesmo tendo talento e competência para as atividades que exercem.
É certo que o contrário também acontece. Pessoas nem sempre muito competentes ou com poucos talentos naturais para determinadas áreas, desenvolvem carreiras sólidas ou de grande ascensão. Talvez muito em função do quanto sentem-se verdadeiramente capazes para as tarefas mesmo que tecnicamente alguns fatos não demonstrem isso.
E dentro deste conceito, a partir da auto-constatação do que pensamos que somos e do que podemos realizar, temos condições de mudarmos e desenvolvermos todas as capacidades que temos.
Em última análise, o reconhecimento dos nossos propósitos, do nosso potencial de crescimento e auto-realização são sinais de saúde psicológica.
Conceitos da psicologia humanista pontuados por
Carl Rogers e A. Maslow